Papa Francisco dá título de ‘venerável’ ao Ir. Marcos Figueroa, SJ


Uma das causas de beatificação dirigidas pelo Pe. Pascual Cebollada, SJ, postulador da Companhia de Jesus junto ao Dicastério para as Causas dos Santos, no Vaticano, acaba de dar um passo importante. Em 17 de dezembro de 2022, o Papa Francisco aprovou a promulgação do decreto que reconhece as virtudes heroicas do irmão jesuíta José Marcos Figueroa, SJ. Ele recebeu o título de ‘venerável’ e, agora, avança mais um degrau no processo para o reconhecimento oficial da santidade de sua vida cristã.

Ir. Marcos nasceu em 1865, nas Ilhas Canárias (Espanha). Naquela época, as condições de vida eram difíceis, e em 1873 a sua família optou por se mudar para o Uruguai. Aos 20 anos, guiado pelo pároco e inspirado pelos jesuítas, ingressou na Companhia de Jesus como irmão. Em 1886, foi para a Argentina fazer o noviciado. Foi neste país que viveu a maior parte da sua vida como jesuíta. Primeiro em Córdoba onde, já durante o noviciado, se dedicou aos doentes de varíola.

Em 1888, foi enviado para o Colegio de la Inmaculada Concepción, em Santa Fé, uma cidade a cerca de 500 km a oeste de Buenos Aires (Argentina). Depois de fazer os votos, passou anos ali desempenhando as funções habituais dos irmãos da época: ajudante de porteiro, encarregado das compras, apoiando de várias maneiras a vida comunitária. Em 1891, tornou-se o porteiro regular do colégio. Esta instituição era central para a vida da Igreja em Santa Fé. Os jesuítas, além de ensinar os alunos, acompanhavam muitos seminaristas e ofereciam seus serviços aos fiéis que frequentavam a Igreja da Virgen de los Milagros.

No entanto, foi no Apostolado da Hospitalidade, que exerceu durante 54 anos, que o Ir. Marcos Figueroa mostrou destacadas qualidades cristãs. Acolhia a todos, alunos, professores, famílias dos alunos que vinham visitar e fiéis do Santuário. Tinha uma atenção especial para com os pobres que vinham ao seu encontro. O seu caminho para a santidade foi simples, mas marcado pela profundidade do seu amor a Deus e ao próximo. Nas últimas décadas do seu serviço em Santa Fé, envolveu-se em outros apostolados, na divulgação da Boa Imprensa, no Apostolado da Oração e até na divulgação dos trabalhos do observatório astronômico.

Cabe destacar que o Papa Francisco, ao assinar o decreto reconhecendo a qualidade de vida cristã do Ir. Marcos Figueroa, já conhecia seu dossiê. Afinal, foi ele, quando ainda era conhecido como Pe. Jorge Bergoglio, que foi vice-postulador da causa por dez anos antes de ser nomeado bispo em Buenos Aires.

Com informações de  jesuits.global