Mosteiro dos Jesuítas busca por cápsula do tempo enterrada em 1922

Quando for encontrado, o material será colocado no museu do Mosteiro, junto com as demais peças do acervo já existente

Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité (CE)

No mês de dezembro de 2022, o Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité (CE), completou 100 anos. Quando foi inaugurado, em 1922, um baú foi enterrado. Pelos escritos, nele constam moedas da época, a ata da cerimônia de inauguração, um exemplar de jornal e uma pedra da antiga Igreja dos Jesuítas, localizada no município de Aquiraz (CE). Quando for encontrado, o material será colocado no museu do Mosteiro, junto com as demais peças do acervo já existente.

“Estamos na espera de um aparelho que nos ajude a descobrir o local em que ele foi colocado. Para isso, contamos com o auxílio de amigos do Mosteiro e técnicos que estão conosco na busca deste objetivo”, contou o diretor do Mosteiro dos Jesuítas, Pe. Eugênio Pacelli, SJ.

Em 2022, durante o evento comemorativo pelo centenário, realizado nos dias 02 e 03 de novembro, uma nova cápsula do tempo foi enterrada, sob a grama do jardim do Mosteiro, com objetos e documentos, e será reaberta quando forem celebrados os 200 anos do local, em 2122. A programação incluiu, ainda, uma palestra e reflexão sobre o filme A Carta, documentário da carta encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, com a professora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Daniela Queiroz Zuliani, uma apresentação do Sexteto de Cordas da Tapera das Artes, a inauguração do monumento do centenário, com a imagem de Santo Inácio, no pátio interno do Mosteiro, uma Celebração Eucarística com o Pe. Eugênio Pacelli, SJ, a partilha do bolo comemorativo e um jantar para hóspedes e convidados.

Um pouco de história

Denominado anteriormente como Escola Apostólica de Baturité, o Mosteiro foi fundado em fevereiro de 1922, com o objetivo de receber novos jesuítas. Erguido a 415 metros do acima do nível do mar, a inauguração oficial aconteceu no dia 03 de dezembro daquele ano, e a pedra fundamental foi benta por Dom Manuel da Silva Gomes, Arcebispo de Fortaleza na época. A planta do Mosteiro foi criada por um arquiteto francês. 

Quando foi construído, o Mosteiro tinha a missão de acolher missionários para edificar a sua formação religiosa. Porém, em 1963, a Escola Apostólica de Baturité foi descontinuada e os estudantes foram transferidos para o Colégio Santo Inácio, de Fortaleza (CE). Com o passar dos anos, o Mosteiro foi responsável pela formação de lideranças políticas, religiosas e sociais, além de fomentar o desenvolvimento cultural e espiritual do Maciço de Baturité.  

“O grande legado do Mosteiro é o testemunho de tantos padres e irmãos jesuítas na alegria de amar e servir a Deus no serviço silencioso, competente e comprometido aos outros. São 100 anos em que atuamos pautados em três pilares: cultural, social e espiritual”, completa Pe. Eugênio.  

Além de receber visitantes, o Mosteiro realiza, também, um projeto social para aproximar a população da região, com a distribuição de cestas básicas, a cada dois meses, para as famílias cadastradas no Movimento Amare, e a oferta de uma escolinha de esporte.

Para este ano, a ideia é que o Museu seja aberto ao público, assim que as obras forem finalizadas. “Temos um grande acervo de livros, produções literárias, moedas de época, obras de pintores famosos, imagens religiosas e outras peças”, pontua Pe. Eugênio. O objetivo é “ampliar a sensação de pertencimento da comunidade”, avalia o sacerdote . 

Com informações do site Diário do Nordeste.