SJMR acolhe indígenas Warao em parceria com prefeitura de Belo Horizonte (MG)

O plano de acolhida, acompanhamento e integração atuará com respostas culturalmente sensíveis para os refugiados indígen

Em 23 de dezembro, o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados Brasil (SJMR Brasil) assinou um termo de parceria com a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (MG), para implementar o primeiro plano de acolhida, acompanhamento e integração culturalmente sensível para refugiados indígenas da etnia Warao.

Desde a chega do grupo de 84 pessoas, entre crianças, mulheres e homens adultos e idosos liderados pelo cacique Santo Tovar Baez, em junho de 2021, o SJMR em Belo Horizonte, com apoio da Prefeitura e voluntários, realiza o abrigamento do grupo na Vila Aberto Hurtado. O processo de seis meses de adaptação das famílias foi crucial para construção da parceria com o município, devido às várias nuances a serem ajustadas a fim de garantir um acolhimento adequado à realidade dos Waraos e com foco no acesso aos serviços locais.

Para que os indígenas tenham uma resposta integral na proteção e assistência especializada que necessitam, o SJMR Belo Horizonte realizou ações de articulação junto a várias instituições. Dessa maneira, buscou apoio junto aos poderes executivo e judiciário, à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, à Rede Acolhe Minas de membros da sociedade civil e a organizações internacionais, como o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Segundo o coordenador do SJMR Belo Horizonte, Marcelo A. Lemos, a parceria é um marco importante para os migrantes e refugiados indígenas no estado mineiro. “Este é um projeto de parceria único no país, mas desde essa experiência piloto podem ser adquiridas aprendizagens e saberes, compartilhados entre as famílias Waraos e todos envolvidos na construção de políticas públicas, programas e projetos para refugiados indígenas”, destacou.

A parceria com a prefeitura de Belo Horizonte pretende ampliar essas boas práticas pelo país, com investimentos suficientes para que os indígenas migrantes e refugiados tenham a acolhida e a proteção necessários para um recomeço no território nacional.

Vale lembrar que, buscando convergir tais práticas pelo Brasil, o SJMR Belo Horizonte realizou, em julho de 2021, a Ampliada Nacional de Proteção e Assistência Humanitária para Migrantes e Refugiados Indígenas, evento teve por objetivo compartilhar as narrativas e desafios a cumprir com a garantia de diretos específicos da população. O segundo encontro está programado para acontecer em março de 2022. “Esperamos somar com outras iniciativas de respostas para migrantes e refugiados que seguem sendo executadas pelo país. Também vamos realizar ao menos dois intercâmbios, visitando outros espaços de acolhimento e integração pelo país”, ressaltou Marcelo.

Fonte: SJMR Brasil

Foto: Divulgação/SJMR Brasil