Parceria entre Centro Universitário FEI e UNIFESP vence Prêmio Nacional de Medicina

Projeto foi desenvolvido por alunos e professores de ambas as instituições

A cerimônia da última edição do Prêmio Fernandes Figueira, promovido pela Academia Nacional de Medicina que prestigia trabalhos científicos em diversas áreas, premiou o projeto “Identificação da dor em neonatos: percepção visual das características faciais neonatais pelos adultos”. A descoberta foi desenvolvida pela Disciplina de Pediatria Neonatal da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e pelo Centro Universitário FEI.

O estudo que tem por objetivo verificar como os adultos percebem a presença ou a ausência da dor no recém-nascido, mostrou que profissionais de saúde possuem maior chance de identificar corretamente os eventuais problemas com os bebês. Como são pacientes que não podem expressar a dor por meio da linguagem, foram avaliadas diversas escalas que consideram a mímica facial.

No entanto, a avaliação é subjetiva e não se sabe para quais áreas da face o adulto/cuidador de fato olha quando avalia o paciente. Por meio da técnica de rastreamento visual, foram analisados por profissionais e não profissionais de saúde os pontos da fixação do olhar em imagens de fotos de faces de recém-nascidos a termo, submetidos ou não a procedimento doloroso.

Dentre quatro áreas da face – boca, fenda palpebral (espaço entre as pálpebras), fronte e sulco nasolabial (dobra de pele que se forma nas laterais do nariz e canto da boca), a última região é a menos observada pelos os adultos, e, no entanto, é onde encontra-se a maior chance de identificar corretamente as imagens de neonatos com e sem dor. Esse conhecimento pode auxiliar no aprimoramento das escalas de avaliação dos problemas com recém-nascidos e na capacitação de profissionais de saúde que prestam assistência e tomam a decisões de tratamento.

Professor e coordenador do Mestrado e Doutorado de Engenharia Elétrica da FEI, Carlos Eduardo Thomaz ressalta que esse é um trabalho desenvolvido por muitas mãos (e cérebros) do curso de Engenharia do Centro Universitário e da Medicina Neonatal da UNIFESP, e que sem a parceria o projeto não seria possível.

Para Ruth Guinsburg, da Pediatria Neonatal da UNIFESP, o trabalho representa “a concretização do passo inicial de um amplo projeto multidisciplinar, no qual as expertises das ciências exatas e da saúde dialogam em busca de soluções criativas para problemas do dia a dia”.

Fonte: Centro Universitário FEI