Em vídeo, Papa pede que o clamor de migrantes e vítimas de tráfico humano seja escutado

Em 2019, o número de migrantes internacionais atingiu 271,6 milhões em todo o mundo

Na edição de fevereiro da série Vídeo do Papa, Francisco convida a rezar “para que o clamor dos irmãos migrantes vítimas do tráfico criminoso e humano seja ouvido e levado a sério”. Em 2019, o número de migrantes internacionais atingiu 271,6 milhões em todo o mundo: 13 milhões a mais em relação ao ano de 2017. Destes, 47,9% são mulheres e 13,9% são crianças e adolescentes (menores de 19 anos).

O pontífice aponta entre outras coisas para a corrupção das pessoas dispostas “a fazer qualquer coisa para enriquecer”.

“O dinheiro dos seus negócios sujos e dos seus delitos é dinheiro manchado de sangue. Não estou exagerando: é dinheiro manchado de sangue. Rezemos para que o clamor dos irmãos migrantes vítimas do tráfico criminoso de pessoas seja escutado e considerado”, disse Francisco.

Subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados, o cardeal Michael Czerny S.J., lembrou e recomendou as Orientações Pastorais sobre Tráfico de Pessoas, um documento disponível para a Igreja e para todos que desejam lutar contra o tráfico humano.

Nas diretrizes, o Santo Padre também faz um chamado urgente: “Sempre me angustiou a situação das pessoas que são objeto das diferentes formas de tráfico. Quem dera que se ouvisse o grito de Deus, perguntando a todos nós: ‘Onde está o teu irmão?’. Onde está o teu irmão escravo?’. Essa pergunta é para todos”, disse o Papa.

Esta segunda edição do ano foi produzida em parceria com a Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral. O lançamento também faz parte do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, promovido por Talitha Kum, a Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas. Idealizado pela União Internacional das Superioras Gerais em Roma (UISG), este dia de oração (8 de fevereiro) celebra a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, jovem sudanesa traficada que se tornou santa.

Fonte: Vatican News