Pe. Emílio Magro toma posse como pároco no Acre

Jesuíta atuará na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Assis Brasil

Da esq. p/ dir., Pe. David Romero, Pe. Emílio Magro, D. Joaquín Fernández, Pe. Ronaldo Colavecchio e Pe. Gilberto Versiani

Assis Brasil (AC) é um município do Acre, situado às margens do rio que dá nome ao estado. Localizada na tríplice fronteira (Brasil-Bolívia-Peru), a cidade tem cerca de sete mil habitantes, sendo cinco mil, aproximadamente, somente na zona urbana. Sua população é predominantemente de ascendência indígena e nordestina. Nesse contexto, está a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que acolheu seu novo pároco, padre Emílio Magro Moreira, no dia 15 de março.

A celebração de posse do padre Emílio foi presidida pelo bispo da Diocese de Rio Branco, dom Joaquín Pertíñez Fernández, e concelebrada pelos padres jesuítas Gilberto Versiani, Ronaldo Colavecchio e David Romero. Em clima de alegria, as quatro comunidades da cidade, que compõe a paróquia, celebraram este novo ciclo paroquial.

Os noviços jesuítas Paulo Sérgio e Fabrício Vassoler também participaram da cerimônia. Os jovens chegaram a Assis Brasil, para vivenciarem, durante 30 dias, a Experiência de Inserção na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Além deles, o irmão Franco Zanelli esteve presente, ele que junto com padre Francisco Burriel (Pe. Paco) e, agora, padre Emílio compõem a pequena comunidade jesuíta em Assis Brasil. O padre Paco não pôde participar da celebração, pois está visitando a família na Espanha. A posse do padre Emílio marcou também, oficialmente, a despedida do padre David Romero, que ficou três anos à frente da paróquia.

 

A PARÓQUIA

A Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é composta por 36 comunidades. Sua pastoral é exercida por meio dos seguintes organismos: Conselho Pastoral, Conselho Econômico, Ministério da Palavra, Ministros Extraordinários da Eucaristia, Encontro de Casais com Cristo, Pastoral da Juventude, Pastoral da Criança, Pastoral do Idoso, Grupo da Mobilidade Humana, Pastoral Indígena, Pastoral da Iniciação Cristã, Cáritas, Legião de Maria, Pastoral do Dízimo e Pastoral Litúrgica.

Os leigos que dinamizam esses organismos recebem uma empenhada colaboração das Catequistas Franciscanas que, há 31 anos, abriram na cidade uma comunidade; da Companhia de Jesus que, há quatro anos, assumiu a paróquia; e dos membros da Equipe Itinerante que, há dois anos, estabeleceu como um de seus pontos de referência, Iñapari, cidade peruana ao lado de Assis Brasil.

 

O NOVO PÁROCO

Emílio Magro Moreira nasceu em 11 de junho de 1950, na zona rural do município de Guaçuí (ES). A partir de 1965, passou a residir nas Escolas Apostólicas da Companhia de Jesus. Em 1969, ingressou no noviciado da Ordem religiosa. Fez Filosofia na Faculdade Anchieta São Paulo – FASP, atual Centro Santa Fé, em São Paulo (SP). A etapa do magistério foi no Instituto Padre Anchieta – IPA (Colégio e internato que os Jesuítas tinham em Cachoeiro de Itapemirim, atualmente é uma faculdade dos Camilianos). Fez Teologia na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro).

Depois de sua formação foi destinado a compor equipe do Noviciado Nossa Senhora da Graça, em Salvador (SP), onde assumiu a coordenação da Pastoral Vocacional da antiga BAH (extinta Província da Bahia). De 1984 a 1985, fez curso no Instituto de Espiritualidade, em Roma (Itália). Retornando ao Brasil, continuou o trabalho na Pastoral Vocacional. Em 1988, fez a sua terceira Provação com o padre Mário de França Miranda, em Itaici (Indaiatuba/SP), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ). De 1988 a 1990, acompanhou os candidatos ao Noviciado que faziam experiências junto com crianças em situação de risco (Salvador e Caípe).

Professou os últimos votos em Anchieta (ES) no dia 2 de fevereiro de 1989. Em 1991, foi enviado a Feira de Santana para assumir a missão de Mestre de Noviços. Em setembro de 1996, foi nomeado Provincial da antiga BAH. Em 2003, partiu para Moçambique (África), onde trabalhou por dois anos na Missão da Fonte Boa (Província de Tete), oito anos como mestre de noviços, na cidade da Beira, e quase quatro anos em um trabalho social e pastoral no Centro de Formação de Satemwa, próximo à citada Missão da Fonte Boa. Em novembro de 2017, foi chamado de volta ao Brasil e destinado à Preferência Apostólica da Amazônia.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação  Preferência Apostólica Amazônia