Jesuítas denunciam violência da ditadura em Honduras

CPAL lançou uma carta aberta à comunidade internacional defendendo o jesuíta Ismael Moreno

Em Honduras, a repressão contra líderes populares e defensores dos direitos humanos está se tornando tão aguda que estes estão sendo vítimas de exposição pública com falsas acusações, vinculando-os ao crime organizado e ao tráfico de drogas, a fim de deslegitimá-los diante da população.

Diante desse cenário, a CPAL (Conferência de Provinciais Jesuítas da América Latina e Caribe) lançou uma carta aberta à comunidade internacional defendendo o jesuíta Ismael Moreno, comumente conhecido como ‘Padre Melo’, contra “graves ameaças”, dizendo que consideram o presidente hondurenho Juan Orlando Hernández e seus aliados como os responsáveis pela segurança e bem-estar físico e moral do Pe. Moreno e oito lideranças regionais.

As acusações contra padre Moreno e as lideranças regionais foram feitas por grupos ainda desconhecidos, mas que certamente buscam criar uma campanha de ódio e desacreditar essas lideranças e suas atuações contrárias à ditadura imposta por Hernández.

Na última semana de dezembro de 2017, circulou uma folha com falsos perfis de líderes sociais e defensores dos direitos humanos na região. Além disso, eles estão sendo pessoalmente ameaçados, assim como a continuidade de projetos como da Rádio Progresso, que tem sido importante instrumento para denunciar e informar sobre a atual crise no país, e toda violência e desmandos da ditadura instalada.

No site da Radio Progreso, obra do Apostolado Social da Companhia de Jesus em Honduras, você pode obter mais notícias e informações sobre a questão. Clique aqui.

Para saber mais detalhes sobre o caso, acesse www.ihu.unisinos.br.

 

Fonte: Centro de Estudos e Ação Social – CEAS / IHU Unisinos