Paróquia Santíssima Trindade debate violência contra mulher e políticas públicas

Encontro Mulheres em Foco aborda o protagonismo feminino

Muitas são as formas de violência contra as mulheres e, em muitos casos, diversas políticas públicas são negligenciadas. Debater esse cenário e recordar o protagonismo feminino na luta pelos seus direitos foi o objetivo do encontro Mulheres Em Foco, promovido por diferentes entidades que compõem a Rede Social, e estimulado pela Paróquia Santíssima Trindade, dia 8 de julho, em Santa Luzia (MG). “Eu tenho orgulho de ser mulher!”, foi o que Dona Maroca, com seus quase 70 anos, disse em alto e bom tom no início do evento.

Realizado no Espaço Providência da comunidade Nossa Senhora da Penha e articulado pelo Programa Mediação de Conflitos, nos núcleos Palmital e Via Colégio, no município de Santa Luzia, o encontro reuniu cerca de 80 mulheres, meninas e senhoras da Paróquia e dos coletivos Mulheres Criativas e Presença Feminina. A subsecretária de Políticas Públicas para as Mulheres do Governo de Minas Gerais, Larissa Borges, e representantes do mandato da vereadora Suzane também participaram. O evento contou ainda com a presença de homens que compreendem sua participação no debate.

As mulheres puderam dialogar sobre a compreensão do ser mulher hoje em dia e as respostas garantiram palavras como orgulho, pertencimento, escuta, garra, liberdade e coragem – sensação encenada pela bailarina Ilma Silvério, na intervenção cultural que abriu o encontro.

“Nessa tarde de reflexão, queremos dialogar a força da mulher e encaminhar contribuições para que o município garanta efetividade na oferta de políticas públicas para mulheres”, recordou Marilene Odara, do Presença Feminina.

Maria de Fátima Gonçalves, responsável pelo trabalho social na Paróquia Santíssima Trindade, reforçou que “a violência é uma temática que deve ser debatida e combatida e o trabalho conjunto, em parceria, tem o poder de ajudar nesse processo”.

Entre as propostas encaminhadas no encontro, destacou-se a necessidade de um Centro de Referência para mulheres vítimas de violência, além de ações para conscientização da população sobre o tema. A realização de uma Audiência Pública foi indicada, para que o debate seja feito junto ao Poder Público Municipal.

O evento contou ainda com a presença do ônibus da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que disponibilizou informações sobre os serviços estaduais de atendimento à mulher e um espaço para as crianças brincarem, além de uma apresentação do teatro do oprimido, pelo Coletivo Zona de Arte da Periferia (ZAP 18), do bairro Serrano, em Belo Horizonte (MG).

Antecedentes

O encontro Mulheres em Foco deu sequência ao projeto concebido ainda na Semana Social de 2016 e assumido pela Rede Social e o Programa de Mediação de Conflitos, nas unidades do Palmital e Via Colégio.

“O encontro nos permite estar atentos às situações de violências e atuar para a promoção de uma cultura de paz e respeito. É inadmissível que, em pleno século 21, pessoas sejam agredidas, em especial a mulher e, prioritariamente, a mulher negra, como revelam os dados apresentados aqui hoje”

Pe. Donizetti Venâncio, pároco da Paróquia Santíssima Trindade

Naquele ano, a Semana Social apontou a necessidade da constituição de um coletivo para estudo e enfrentamento da violência contra mulheres, experiência percebida nos diferentes espaços de atendimento dos parceiros da Paróquia na Rede Social.

O trabalho em rede foi referendado pelo padre Donizetti Venâncio, pároco da Paróquia Santíssima Trindade, ao destacar que a Paróquia Santíssima Trindade está aberta para acolher encontros como esse, que buscam garantir a vida e os direitos.

“O encontro nos permite estar atentos às situações de violências e atuar para a promoção de uma cultura de paz e respeito. É inadmissível que, em pleno século 21, pessoas sejam agredidas, em especial a mulher e, prioritariamente, a mulher negra, como revelam os dados apresentados aqui hoje.”

Em entrevista, Larissa destacou a importância do envolvimento de entidades, sejam elas religiosas, comunitárias ou sociais, no enfrentamento às violências conta a mulher. Leia aqui o texto na íntegra.

 

Fonte: Paróquia Santíssima Trindade (Santa Luzia/MG)