Fé e Alegria presta homenagem a Patricia García

Venezuelana cedeu sua casa para o nascimento da primeira escola do movimento

Patricia García nasceu em 24 de agosto de 1924, em Aragüita, a 90 km de Caracas (Venezuela). Órfã de pai e mãe (falecida durante o parto), ela foi criada com seus primos. Aos 16 anos, já em Caracas, conheceu Abraham Reyes, sete anos mais velho que ela. Em seu primeiro encontro, fizeram uma visita à histórica igreja paroquial de La Pastora, na capital venezuelana. Tempos depois, eles se casariam nessa mesma igreja com a benção de Deus e pelas mãos do padre jesuíta Barnola.

Mãe de 13 filhas e filhos biológicos e de mais alguns de criação, Patricia era conhecida em sua comunidade por ser solidária e humilde. “Ela sempre foi muito humilde, simples. Tanto papai quanto mamãe sempre nos diziam que é muito bonita a humildade, que não temos que ser arrogantes”, conta Nancy Reyes García, filha de Patricia e Abraham.

Foi essa mulher forte e batalhadora que cedeu sua casa para que 100 crianças pudessem estudar, o que mais tarde se tornaria a primeira escola de Fé e Alegria do mundo. Junto ao padre José Maria Vélaz, Patricia e seu marido Abraham fazem parte da história de Fé e Alegria.

“Esse dia recorda e celebra a presença de milhares de mulheres que aportaram a construção desta obra educativa que, hoje, está em 21 países e atende mais de um milhão de pessoas.”

Pe. Carlos Fritzen, coordenador geral da Federação Internacional Fé e Alegria

Para lembrar o papel dessa venezuelana no nascimento da instituição, a Federação Internacional de Fé e Alegria declarou 30 de maio como o Dia das Patrícias de Fé e Alegria. Para a instituição, honrar Patricia como personagem importante na fundação de Fé e Alegria é uma forma de estender a gratidão e o reconhecimento a todas as mulheres que contribuíram com o crescimento e o fortalecimento do Movimento: as três professoras que assumiram o desafio de abrir a primeira escola, as mulheres das comunidades religiosas, as educadoras, as mães, as pedagogas, as promotoras sociais, as técnicas dos projetos e as mulheres que, nos últimos 62 anos, marcaram o caminhar de Fé e Alegria.

“Esse dia recorda e celebra a presença de milhares de mulheres que aportaram a construção desta obra educativa que, hoje, está em 21 países e atende mais de um milhão de pessoas”, afirma o padre Carlos Fritzen, coordenador geral da Federação Internacional Fé e Alegria.

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Fonte: Fundação Fé e Alegria Brasil