Colégio Medianeira promove gincana anual de sustentabilidade e solidariedade

Em 30 anos, a iniciativa arrecadou cerca de 900 toneladas de papel

A reciclagem de papel está entre as ações mais importantes – e mais simples – para a preservação do meio ambiente. Das 250 mil toneladas de lixo, produzidas diariamente no Brasil, 26% correspondem ao descarte de papel e papelão. A preocupação com as questões ambientais faz parte do currículo do Colégio Medianeira, que há 30 anos realiza a Gincana do papel solidário. Desde 2016, ela faz parte de uma proposta ainda mais ousada: a campanha Abra seus olhos e veja coisas novas, que inclui diversas ações solidárias em prol da sustentabilidade.

Entre 1987 e 2016, os alunos do Colégio arrecadaram quase 900 toneladas de papel. A ação tem consequências práticas, pois todo o papel recolhido é vendido para uma empresa de reciclagem e o dinheiro é doado para a construção de uma casa popular na comunidade de Areia Branca, em Mandirituba, na região metropolitana de Curitiba.

[…] o papel recolhido é vendido para uma empresa de reciclagem e o dinheiro é doado para a construção de uma casa popular […]

Para Isabel Cristina Piccinelli Dissenha, responsável pelo projeto, ao participar de uma ação solidária, “alunos desenvolvem uma experiência significativa de humanização, sensibilização para os problemas sociais e de compromisso com o bem comum”. A ideia, nas palavras de Isabel, é justamente criar a percepção sobre consciência ecológica, preservação ambiental e solidariedade.

A ajuda do Medianeira, em parceria com empresas da região, é fundamental para os moradores da comunidade. “Esse é, praticamente, o nosso único recurso. Se não fosse o Colégio seria quase impossível construir as casas”, afirmou Azenir Fagundes Moro, diretora do Comitê Contra a Fome e Pela Moradia. Dona Zeni, como é conhecida, ressalta que o dinheiro obtido com a venda do papel já permitiu que 11 moradias fossem construídas ou reformadas.

Ensino integral

Até o ano passado, a proposta era dirigida aos estudantes do 7º ano, inserindo a ação nos conteúdos das disciplinas de Ciências, Ensino Religioso e Matemática, com parte do programa de aprendizagem integral da Rede Jesuíta de Educação (RJE). Porém, agora, todo o Colégio pode participar ativamente da arrecadação.

Segundo Isabel, a iniciativa da ação solidária fortalece a formação humana proposta pelo Medianeira. “Os estudantes se conscientizam de seus papeis como sujeitos na sociedade e assumem compromissos pessoais e coletivos para ajudar a construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária”, define.

Tradição

A ação, que completa três décadas nesse ano, é um exemplo do envolvimento dos estudantes, da sua família e de toda a comunidade educativa com a prática da educação ambiental. Prova disso é o comprometimento dos estudantes com a campanha. Entre todas as edições, o ano de 2013 foi o recordista em arrecadação, somando mais 63 mil quilos de papel. Nas palavras de Isabel, esse é uma forma de “contribuir com gestos concretos para com a nossa responsabilidade ambiental”.

“Motivos é que não faltam para participar, do lado ambiental temos a redução da exploração dos recursos naturais e de resíduos depositados em aterros, redução da poluição e economia de energia. Na questão social, temos a criação de empregos”, comenta a educadora, relembrando que no processo de reciclagem são criados cinco vezes mais postos de trabalho que na produção do papel de celulose virgem e dez vezes mais empregos do que na coleta e destinação final de lixo.

 

Fonte: Colégio Medianeira (Curitiba/PR)