400 anos do martírio do beato João Batista Machado

Jesuíta foi perseguido e martirizado no Japão do século XVII

Monumento ao Beato [padre João] Baptista Machado, mártir do Japão, no centro histórico de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores (Portugal). Escultura em bronze de autoria de Álvaro Raposo de França, 1988


Nos dias 26 e 27 de maio, a diocese de Angra e o Instituto Histórico de Ilha Terceira, localizados nos Açores (Portugal), promoveram um colóquio internacional pelos 400 anos do martírio do beato jesuíta João Batista Machado.

O evento, realizado no Palácio dos Capitães Generais, reuniu historiadores e investigadores de Ciências Sociais. Durante o colóquio, dez conferencistas refletiram sobre a vida, a obra e o contexto histórico-social do beato português. A conferência inaugural Martírio e Santidade foi pronunciada pelo bispo de Coimbra (Portugal), dom Virgílio do Nascimento Antunes.

No último dia do evento, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo exibiu no Centro Cultural e de Congressos da cidade o filme Silêncio, de Martin Scorsese, que apresenta a experiência dramática de missionários do Século XVII, no Japão.

MÁRTIRES NO JAPÃO
Foi São Francisco Xavier, entre 1549 e 1552, que iniciou a evangelização do Japão, sob o Patronato da coroa portuguesa. Porém, poucas décadas depois, a comunidade católica japonesa viveria uma dura perseguição: os primeiros mártires foram crucificados em Nagasaki, em 1597, dentre eles estava São Paulo Miki.

O padre João Batista Machado foi um dos missionários da Companhia de Jesus enviados ao Japão, onde foi detido e executado durante a perseguição aos cristões, no século XVII. Padroeiro da diocese de Angra, ele foi beatificado pelo Papa Pio IX em 7 de maio de 1867.

Além de João Baptista Machado, outros 205 mártires do Japão foram beatificados, entre eles Ambrósio Fernandes, Francisco Pacheco, Diogo de Carvalho e Miguel de Carvalho, todos da Companhia de Jesus, Vicente de Carvalho, agostiniano, e Domingos Jorge, leigo, cuja esposa japonesa e filho também sofreram o martírio.

Fonte: OMPRESS-AZORES, 26-05-17