Inclusão nas salas de aula do Colégio Diocesano

Pedagoga elabora material interativo para alunos com necessidades especiais

Um livro interativo. Essa foi a ideia de Paula Brígida, acompanhante pedagoga de Ananda Alícia Couto da Costa, de 10 anos, aluna deficiente visual do Colégio Diocesano. A proposta era adaptar materiais didáticos que possibilitassem o aprendizado do aluno e, pensando nisso, Paula produziu os materiais baseados nos livros paradidáticos Outros Contos Africanos para crianças brasileiras, do autor Rogério Andrade Barbosa, e O livro mágico, de Kuang-Ts’ai Hai.

As obras literárias foram adaptadas em formatos maiores, com personagens físicos e texto em braile, na tentativa de ampliar o vocabulário de conhecimento e aprimorar a capacidade de abstração e comunicação de Ananda. Com o uso de materiais como argila e isopor para criar os cenários do enredo, a aluna conquistou mais propriedade no processo de aprendizagem. A menina, que é acompanhada pela pedagoga desde o 1º ano do Ensino Fundamental, adora ouvir histórias e conta a narrativa dos livros com desenvoltura: “Eu gostei muitos dos personagens e quando escuto histórias viajo no mundo da imaginação”.

O Colégio Diocesano desenvolve um programa de educação inclusiva que visa responder às necessidades educacionais da diversidade de alunos da instituição, tendo como atividades o apoio pedagógico em sala da aula – a exemplo de Paula – e o serviço de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Além desse acompanhamento em sala, os alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEEs), diagnosticados com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação dispõe de complementação ou suplementação curricular no AEE. Sara de Carvalho Almeida da Silva, psicopedagoga da instituição, conta que há atendimentos semanais a partir de um plano individualizado, com atividades elaboradas de acordo com a necessidade de cada criança e adolescente. Atitudes como as de Paula e do Diocesano são exemplo, e devem ser seguidas como modelo por outras instituições que querem seguir no caminho de inclusão, melhorando a qualidade de vida de meninas e meninos como Ananda.

 

Fonte: Colégio Diocesano (Teresina/PI)