Colégio Medianeira celebra 60 anos


“Uma das coisas mais importantes que aprendi dentro do Colégio Medianeira foi ter um posicionamento, não ficar esperando, e saber que temos de fazer com as próprias mãos”, conta a antiga aluna da instituição jesuíta, Marcelle Borges. Outro antigo aluno do Medianeira, Carlos Alberto Faraco revela que levou os aprendizados da instituição para toda a vida. “Quando estive, pelas circunstâncias, exercendo cargos de direção, me foram muito úteis as vivências que tive no colégio, em especial o chamado para a ação responsável e socialmente comprometida”, afirma.

Assim como Borges e Faraco, que guardam boas lembranças do Colégio Medianeira, outros milhares de alunos têm o mesmo sentimento de gratidão pelas experiências e aprendizados que vivenciaram na instituição, que completou 60 anos no dia 24 de fevereiro.

Faraco, que é linguista, professor e escritor, acompanhou por muitos anos os jovens que se formaram na instituição jesuíta. Ele foi professor na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e conta que os antigos alunos do Medianeira se destacavam nos cursos universitários pela criticidade e pela disciplina com os estudos. “São alunos que sabem estudar, são críticos e participativos”, assinala o educador, que também lecionou no Colégio. Segundo ele, isso é fruto da preocupação da instituição com a formação de homens e mulheres para a vida.

Formada em Arquitetura, Borges é diretora operativa da ONG Teto, responsável pela defesa do direito de moradores de áreas com vulnerabilidade social. Ela conta que o desejo de mudar surgiu da vontade de usar o que aprendeu na escola e na faculdade em favor do bem-estar dos demais. Ela acrescenta ainda que os conhecimentos adquiridos e as aprendizagens vivenciadas em seus anos de Medianeira foram fundamentais para o despertar de um raciocínio crítico e de preocupação com o outro.

PEDAGOGIA INACIANA

Nessas seis décadas de dedicação à excelência humana e acadêmica, a instituição formou mais de 60 mil alunos. Ao longo dos anos, muitas foram as propostas educativas, entretanto, todas formulavam uma só reposta: a formação ampla, crítica e humana. Na visão do padre Carlos Alberto Jahn, diretor geral da instituição, o sentimento que simboliza esse momento é o de gratidão. “É a hora de agradecer às famílias e ao povo curitibano por acreditar na educação da Companhia de Jesus e do Medianeira”, reflete.

“É a hora de agradecer às famílias e ao povo curitibano por acreditar na educação da Companhia de Jesus e do Medianeira”

Pe. Carlos Alberto Jahn, diretor geral

Para o diretor Acadêmico do Colégio, Fernando Guidini, o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da Companhia de Jesus – pautado na tradição, mas com um importante olhar investigativo para o futuro – é responsável por dar identidade e propriedade à instituição. “O PPP está situado no chão da cultura, em um contexto específico, composto por pessoas com vidas, vontades, com aquilo que é próprio da existência humana”, comenta o educador, que completa relembrando que o Medianeira é um projeto de vanguarda “por responder às várias dimensões do formar integral.”

Em toda a sua história, o Medianeira sempre prezou pela formação humana, social e política, pelo ensino crítico, criativo e reflexivo, possibilizando que alunos lessem e interpretassem as diferentes realidades segundo o contexto em que estavam inseridos. Segundo Gilberto Vieira, diretor Administrativo, uma instituição de ensino é instigada a formar homens e mulheres atentos aos demais, envolvidos com a casa comum, e com a consciência de seu papel de protagonista por acreditar que outro mundo é possível.

 

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Fonte: Colégio Medianeira (Curitiba/PR)

Foto: Paulinha Kozlowski/ Colégio Medianeira