Anuário 2016 da Companhia de Jesus é dedicado aos refugiados

Publicação aborda a questão sob uma perspectiva global, a partir da experiência dos jesuítas em áreas de conflito

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Em 2016, o tema central do anuário da Companhia de Jesus é a questão dos refugiados. Nos últimos meses, o mundo tem acompanhado o drama dos sírios que tentam ir para a Europa, buscando fugir dos horrores da guerra civil, que há cinco anos assola o país. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), atualmente, existem quase 60 milhões de refugiados no mundo.

Por isso, o anuário 2016 aborda a questão sob uma perspectiva global, a partir da experiência da Companhia de Jesus em diversas áreas de conflito como Síria, Afeganistão, República Centro-Africana, Sudão do Sul e República do Congo. Grande parte dessa assistência é realizada em nível mundial por meio do JRS (Serviço Jesuíta aos Refugiados), que atua em mais de 50 países.

01.03.2016-anuario-companhia-de-jesus-capaNo Brasil, o trabalho do Centro Zanmi (Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados) é um dos destaques do anuário, que apresenta as várias dimensões do trabalho dos jesuítas com refugiados e migrantes. Segundo Peter Ballei, SJ, diretor do JRS, “os três princípios que o padre Pedro Arrupe utilizou para descrever o serviço oferecido pelo JRS – humano, pedagógico e espiritual – continuam tendo tanto valor como há 30 anos”.

No anuário, são apresentadas as contribuições dos jesuítas sobre diversos temas, como justiça, educação, trabalho espiritual e pastoral, incidência política, diálogo inter-religioso, segurança, dentre outros. Na publicação, também há o relato de experiências concretas como o projeto em favor da reconciliação entre os refugiados iraquianos, em Aleppo (Síria); o programa do JRS para a integração da etnia cigana na Europa Central; e o trabalho com a comunidade de refugiados e migrantes africanos, na Austrália. Esses são exemplos de como a Companhia de Jesus põe em prática, levando em conta as particularidades de cada contexto, o desejo do padre Arrupe de acompanhar, servir e defender os direitos de quem se vê obrigado a abandonar seu lar.

Para além do tema central sobre refugiados e migrantes, o anuário 2016 oferece um olhar para o mundo dos jesuítas e suas obras nos diversos continentes, por meio de experiências concretas nos campos da espiritualidade, da educação e do compromisso social. Em cerca de 150 páginas, há também espaço para fazer memória e celebrar aniversários de projetos, instituições e jesuítas inspiradores. O volume é o reflexo da diversidade que caracteriza a atividade apostólica da Companhia de Jesus e de seu empenho para levar a todos a boa nova do Evangelho e dar esperança aos mais pobres e esquecidos.

Clique aqui e faça o download do anuário 2016, em espanhol.

 

JRS (Serviço Jesuíta aos Refugiados)

No dia 14 de novembro de 1980, a Companhia de Jesus fundou o Serviço Jesuíta aos Refugiados – JRS (sigla em inglês), organização católica internacional. “O JRS foi fundado diante de uma realidade que chocou o padre Pedro Arrupe, superior geral da Companhia de Jesus. No ano de 1980,em visita às vítimas de Guerra do Vietnã,ele deparou-se com pessoas que viviam em casas-barcos, os chamados boat people. Comovido diante da realidade encontrada, ele convocou jesuítas voluntários de todo o mundo para auxiliar essas pessoas nas mais diversas necessidades. Assim, nasceu oServiço Jesuíta aos Refugiados, cuja missão é acompanhar, servir e advogar em favor de pessoas vítimas de guerras ou deslocados internos no seu país”, conta o irmão Paulo Welter, que atuou como diretor do JRS da República Democrática do Congo.

 

Fonte: www.jesuitas.ec/ Foto: Jesuit Refugee Service International