Colégios implantam projeto de Gestão da Qualidade

Catarinense (SC), Diocesano (PI) e São Luís (SP) são os primeiros a participar do processo

Sônia Magalhães apresenta o projeto para a Comunidade Educativa do Colégio Catarinense

Os Colégios Catarinense (SC), Diocesano (PI) e São Luís (SP) são os primeiros a participar do processo de implantação do Sistema de Qualidade na Gestão Escolar, em 2014. O Sistema é uma estratégia em rede, desenvolvida pela Federação Latino-Americana de Colégios Jesuítas (FLACSI), que tem como objetivo conectar a gestão das escolas em um sistema que permita o acompanhamento integrado dos processos administrativos, acadêmicos e formativos.

A ferramenta foi desenvolvida pelas instituições jesuítas Universidad Católica (Uruguai) e Universidad Alberto Hurtado (Chile). A proposta é fruto de reflexões e debates das Assembleias dos Diretores Gerais de Colégios da Companhia de Jesus, que acontecem desde 2008.

Segundo Sônia Magalhães, assessora de Educação Básica da Rede Jesuíta de Educação, o sistema começou a ser implantado em 2012, como piloto, em 10 colégios de diferentes países da América Latina. Nesse período, mais de 70 profissionais foram formados para atuar como facilitadores no processo. No Brasil, 14 pessoas participaram da capacitação.

O Sistema desenvolve-se em um ciclo de três etapas (autoavaliação, desenvolvimento e auditoria) interdependentes e sucessivas e conta com a colaboração da comunidade escolar. “O sistema está desenhado para três anos: autoavaliação, identificação de áreas estratégicas de melhoria, elaboração e implantação de projetos de melhoria e auditoria. Cada colégio conta com um coordenador interno e dois facilitadores externos. O escritório central da Rede Jesuíta de Educação acompanha o processo e apoia os coordenadores internos e os facilitadores”, explica Sônia.

Em 2015, o Sistema de Qualidade na Gestão Escolar será implantado em mais quatro unidades da Rede Jesuíta de Educação. A previsão é que, em 2017, todos os colégios estejam com utilizando o Sistema. “Seguramente, teremos uma mudança de cultura. O sistema, se bem aplicado, força a reflexão sobre as práticas, particularmente as pedagógicas, e abre caminho para um novo modo de entender qualidade”, ressalta Sônia.