Voluntariado Jovem 2014: a vivência da solidariedade cristã

Centros de Juventude da Companhia de Jesus promovem iniciativa em quatro estados brasileiros

“Uma experiência que fará toda a diferença em minha vida. Hoje, tenho uma nova visão de mundo e de caridade. Quero fazer o bem sem nada em troca.” O depoimento, feito com entusiasmo pelo o estudante César Schadeck, 19 anos, traduz perfeitamente o sentimento dos jovens que participaram do Voluntariado Jovem 2014, iniciativa promovida pelos Centros de Juventude da Companhia de Jesus em Minas Gerais, Goiás, Tocantins e São Paulo.

Todos os anos, o programa mobiliza jovens na faixa etária de 18 a 32 anos, vindos de diferentes cidades brasileiras, possibilitando que tenha aprofundamento da vivência da solidariedade cristã. “Nosso objetivo é avançar e oferecer cada vez mais oportunidades para que os jovens possam viver o voluntariado”, conta o Pe. Alexandre Raimundo de Souza, diretor do Anchietanum e coordenador de Juventude e Vocações dos Jesuítas da Província do Brasil Centro-Leste (BRC).

É importante ressaltar que o resultado desse trabalho, certamente, vai muito além do assistencialismo. Uma vez que ele desperta nos jovens o desejo de compartilhar a vida com as comunidades atendidas pela iniciativa, ajudando-as a superar as marcas da exclusão e as desigualdades. “A experiência possibilita também um confronto nesses voluntários, que atinge o modo que eles veem o mundo, os preconceitos, as pessoas em situação de vulnerabilidades e as questões sociais”, revela Pe. Alexandre.

“Os primeiros dias do voluntariado foram de provação para mim. Vivenciei uma realidade distante da minha”, lembra a estudante Mariana Sarmet Smiderle Mendes, de 18 anos. “Porém, hoje, estou consciente que essa experiência foi uma lição de vida, que quebrou vários preconceitos que eu tinha. Não ensinei nada para essas pessoas em situação de vulnerabilidade, foram eles que me ensinaram”, diz.

Com viagem de férias marcada, Thiago Baco Miranda, estudante de 22 anos, preferiu dedicar seu tempo livre ao voluntariado. “Sei que fiz a escolha certa, pois aprendi muito com essa experiência. A proximidade com crianças em situação de vulnerabilidade reforçou a minha vontade de fazer a diferença no mundo”, ressalta.