Cultura da América Latina em exposição no Santo Inácio

Evento teve um cunho agregador, rompendo o isolamento do Brasil em relação às demais nações latino-americanas

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O futebol argentino, a mitologia maia, a literatura uruguaia, a gastronomia peruana, o misticismo mexicano e a diversidade linguística boliviana foram alguns dos destaques da primeira Feira Cultural Hispânica do Colégio Santo Inácio, que reuniu trabalhos de alunos da 2ª série do Ensino Médio, no Cesi, na quarta-feira (9). Para a presidente do Grêmio Estudantil Santo Inácio, Manoela Modé, o evento teve um cunho agregador, rompendo o isolamento do Brasil em relação às demais nações latino-americanas.
 
“A separação começa pelo idioma, já que somos os únicos a falar português, mas existe também um distanciamento de questões comuns a muitos locais na América Latina, como a violência”, comentou Manoela, que esteve na Colômbia este ano para participar do curso Taller de lideranças.
 
Arthur Orlande, que divide a presidência do Grêmio com Manoela, acha que eventos como a Feira podem ajudar a reduzir o desconhecimento sobre outros países do continente. “Eu também tinha ideias pré-concebidas em relação à Colômbia que só vi que não eram verdadeiras quando estive lá. Uma Feira como esta apresenta aspectos diferentes sobre os países e até estimula a vontade de conhecermos mais sobre outras culturas”, disse Arthur.
 
Os alunos do Curso Noturno também contribuíram com a Feira, decorando o palco com elementos utilizados pelos mexicanos para celebrar o Dia de Finados, um dos mais importantes feriados mexicanos.  Toda a arrecadação com a venda de comidas e bebidas (não alcoólicas) típicas, além de rifas, que totalizou R$ 2.956, foi destinada à campanha Ignacianos por Haiti. A variedade gastronômica incluiu as tradicionais “arepas”, um bolinho de farinha de milho, recheado por requeijão e carne seca, bolos de banana, tortas de maçã, escondidinho de atum, bolinhos de chuva com mel, pudins de doce de leite. “Ao pesquisarmos, descobrimos a diversidade linguística da Bolívia, onde há 34 diferentes idiomas indígenas sendo falados até hoje, além do espanhol”, explicou Enzo Fisher, da Turma 21.
 
Para a coordenadora de Espanhol do CSI, Flávia Dorneles, a proposta da Feira é contribuir com o reforço de uma consciência latino-americana no continente, incentivando a integração e a solidariedade entre os países, conforme aponta a quarta diretriz do Projeto Apostólico Comum (PAC) da Federação Latino-americana de Colégios Jesuítas e Inacianos (FLACSI). “Essa aproximação e a compreensão de ser parte do continente nos leva a conhecer melhor a nós mesmos, nossa história e realidade. É esse sentimento que nos faz solidários à nação que neste momento mais precisa de nós, o Haiti”, destaca Flávia.
 
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Fonte: CSI