Projeto Fábula estimula criatividade e incentiva a sustentabilidade

Alunos do Vieira foram ao teatro e devem trabalhar o tema em sala de aula

Os alunos do 4° ano do ensino fundamental do Colégio Antônio Vieira (BA) participaram de uma excursão ao Teatro Módulo, na Pituba, para assistirem à peça teatral “Os Saltimbancos da Esperança”. A atividade, que ocorreu na última quarta-feira (14/08), faz parte do Projeto Fábulas.

A ida para o teatro foi movida pelo entusiasmo e ansiedade das crianças. Durante a apresentação do espetáculo, os olhos vidrados já demonstravam a atenção dos alunos à peça. Ao final, a expectativa foi superada e a sensação de dever cumprido foi evidente em ambas as partes, desde o aluno ao professor.

Os Saltimbancos marcam uma geração de pais jovens que conheceram os grandes sucessos do musical de Sergio Bardotti, adaptado por Chico Buarque, em 1977. Ativar essa memória e compartilhar com as crianças de hoje é um dos objetivos do espetáculo.

Entenda o Projeto

O Projeto Fábulas, ao proporcionar o estudo desse gênero literário, favorece aos alunos conhecer os  valores morais e éticos por meio dos ensinamentos contidos nas histórias dos fabulistas que marcaram décadas.

Ao final do projeto, as crianças do 4° ano do ensino fundamental vão produzir um livro virtual que reconta, adapta as histórias estudadas ou cria novas. “A peça que assistimos nos inspira para inventar novas fábulas”, resumiu a aluna Maria Luiza.

Há alguns anos, a culminância do Projeto Fábulas era realizada através de oficinas nas quais participavam os alunos e seus pais. O resultado eram objetos decorados por materiais trazidos pelas famílias. Com a implantação do Projeto Vieira Verde, a equipe pedagógica e os estudantes buscaram formas de realizar as atividades com sustentabilidade, diminuindo o desperdício e utilizando materiais recicláveis.

A partir dessa reflexão, surgiu a ideia de adotar a ferramenta Webquest. Nela, os alunos deverão realizar, no laboratório de informática, as tarefas sobre as fábulas estudadas durante a unidade, o que diminui a utilização de papel. “O projeto começou há mais de 15 anos sem tanta tecnologia. Hoje, além de tudo, ainda contribui para o meio ambiente”, comemorou a professora Gal Santana.