Pesquisadores da Unisinos criam plataforma online para busca de plantas no RS

Iniciativa parte de estudos que apontam a necessidade de um sistema de organização profissional no sul do país

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A Unisinos está desenvolvendo um projeto digital para aprimorar a distribuição de plantas no Estado. Chamada Comunidade de Negócio de Flores, a plataforma pretende reunir produtores, vendedores e clientes em um ambiente online de fácil utilização, com o objetivo de articular e otimizar a busca por demandas e ofertas de produtos.
 
A iniciativa parte de estudos que apontam a necessidade de um sistema de organização profissional no sul do país. Nos últimos dois anos, pesquisadores das pós-graduações em Administração e Computação Aplicada da universidade mapearam o cenário regional e chegaram a conclusões pouco favoráveis para os envolvidos no ciclo de vida útil das plantas.
 
De acordo com os resultados, muito se perde, hoje, por falta de informação. “Há falhas na comunicação entre quem produz e quem comercializa, e isso gera diminuições na qualidade e no retorno financeiro”, aponta o professor Norberto Hoppen, envolvido no projeto. 
As pesquisas também destacam que as chamadas flores de corte (sem raízes) perecem, em condições normais, em até duas semanas – tempo esse que pode ser reduzido durante o transporte do próprio produto – e que 45% delas são importadas de Holambra (SP), em vez de serem produzidas aqui.
 
Realidade aprimorada
Para contornar esses impasses e promover o desenvolvimento econômico e social, a Unisinos propõe um sistema de negócios que pode ser acessado em www.cnflores.com.br. Sensível ao contexto do usuário, a plataforma é eficaz tanto para quem procura, quanto para quem oferta. Além de produtos, nela é possível cadastrar solicitações por flores e quantidades específicas. Desse modo, estabelece-se uma atuação conjunta, focada nas necessidades do cliente e indiferente às questões de concorrência.
 
O pesquisador do projeto, Eduardo Rigoni,  salienta que a Comunidade de Negócio tem por base a relação de confiança. “É uma troca, um facilitador, não um comércio virtual. Quem vende vê na ferramenta um meio eficaz de ampliar seu leque de produtos, firmar parcerias e melhorar a capacidade de estimar sua produção. Quem compra tem todas as informações preliminares à mão, pode escolher entre as opções”. 
 
Como a ideia da iniciativa, num momento inicial, não é oferecer formas de pagamento online, é preciso formalizar a transação por telefone ou pessoalmente.
 
Fonte: Unisinos