Alunos do Santo Inácio relatam experiências durante a Marcha da Vida

Úrsula Matos e Rodrigo Armando descreverem os momentos da viagem realizada na Polônia e em Israel

Em abril, os alunos do Colégio Santo Inácio, Úrsula Matos e Rodrigo Armando, participaram da Marcha da Vida com estudantes da escola judaica Liessin. A viagem realizada à Polônia e a Israel, tinha como objetivo levar os alunos das escolas a refletir sobre os crimes cometidos contra o povo judeu durante a 2ª Guerra Mundial.

No dia 27 de maio, os alunos fizeram uma apresentação no auditório do Santo Inácio e contaram como foi a experiência da viagem. A excursão é uma tradição para alunos de escolas judaicas e percorre os locais onde os judeus foram aprisionados durante a guerra.

Os alunos passaram seis dias na Polônia e oito em Israel e tiveram momentos intensos e bem diferentes.  “A gente volta muito mudado da Polônia. Já Israel é lindo, e a visita teve mais um cunho religioso”, disse Úrsula.

Uma das atividades principais na Polônia foi a Marcha da Vida. “O caminho era conhecido como a Marcha da Morte por levar os judeus aos campos de extermínio, mas hoje simboliza sua sobrevivência”, contou Úrsula.

Os jovens estiveram em diversos locais, como um cemitério de vítimas do Holocausto, um orfanato onde as crianças foram mortas, uma floresta cujas áreas mais distantes da cidade eram usadas para assassinatos, campos de extermínio com objetos das vítimas, um gueto com prédios ainda habitados e sinagogas.

Emocionado, Rodrigo admitiu que o mais impressionante foi ouvir o choro dos visitantes diante da pilha de sapatos em um campo de concentração. “O guia nos disse que Deus, naqueles momentos, estava chorando em branco”, lembrou Rodrigo, ao ver a foto do local envolto em neve. O aluno também destacou a simplicidade do país. “Na Polônia não há nada colossal. A estrutura e as construções são simples e precárias”.

Em Israel, o grupo aprendeu sobre o empenho da nação em superar dificuldades, construindo um sistema de irrigação em áreas de deserto. A vida comunitária nos kibutz, além da diversidade cultural foi destacada pelos jovens. “Israel é menor que Sergipe, mas tem uma multiplicidade tão grande que o torna um lugar maravilhoso”, afirma Rodrigo, enfatizando a importância de “respeitar a cultura dos outros”.  

Locais importantes para os católicos, como o Santo Sepulcro, o túmulo de Jesus, o Monte das Oliveiras e o Mar Morto, também foram visitados.

Adaptado de: Colégio Santo Inácio (RJ)