Primeira votação não define a escolha do Papa; Conclave continua nesta quarta-feira

Os 115 cardeais eleitores começaram o processo de escolha do novo Papa

 

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O novo Papa não foi eleito na primeira reunião do Conclave na Capela Sistina. A fumaça preta se ergueu da chaminé no Vaticano por volta das 19h40 locais (15h40 de Brasília), indicando que não houve a maioria de dois terços dos votos necessárias para eleger o novo pontífice. Com isso, o conclave para eleger o sucessor de Bento XVI deve prosseguir nesta quarta, com duas votações pela manhã, e outras duas à tarde, até que um dos cardeais obtenha os votos necessários.
 
O Decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano, presidiu na manhã desta terça-feira, 12 de março, na Basílica Vaticana, à missa “Pro Eligendo Pontifice” (para a eleição do Romano Pontífice). Após a missa, os 115 cardeais eleitores começam o processo de escolha do novo Papa. Uma primeira votação está marcada ainda para hoje, mas, segundo o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, o nome do novo Papa ainda não deve ser anunciado. O brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer é citado, pela imprensa e por analistas, como um dos favoritos a vencer a eleição, ao lado do italiano Angelo Sodano.
 
A Basílica, aberta aos fiéis, estava lotada, para invocar a ação do Espírito Santo. Em sua homilia, logo no início o Card. Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao “amado e venerado Pontífice Bento XVI”. E recordou a intenção desta Missa, ou seja, “implorar do Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”.
 
Comentando as leituras do dia, o Decano falou primeiramente sobre a mensagem de amor de Deus — mensagem que se realiza plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amor do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais. 
 
“É este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça”.
 
A seguir, o cardeal falou da mensagem de unidade. O Apóstolo São Paulo ensina-nos que também todos nós devemos colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária “a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro” (Ef 4,16). “Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial”.
No sulco deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, recordou, os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz.
 
“Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma”, concluiu o Cardeal.
 
Fonte: VA News