Sé Vacante: Cardeais recebem convocação para as congregações gerais

A segunda Congregação Geral se realizará no dia 4 de março

 

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Teve início, às 20 horas do dia 28 de fevereiro, o período de Sé Vacante, em que o Colégio cardinalício assume a gestão de assuntos ordinários da Igreja, porém, sem qualquer poder ou jurisdição sobre questões que cabem ao Papa. No primeiro dia de Sé Vacante, o Decano do Colégio Cardinalício, cardeal Angelo Sodano, enviou a carta de convocação para as Congregações Gerais, que terão início na manhã de segunda-feira, 4 de março, às 9h30.
 
A segunda Congregação Geral se realizará na tarde desse mesmo dia, às 17 horas. Os cardeais brasileiros que já estão em Roma receberão a carta no Colégio Pio Brasileiro, onde estão hospedados – com exceção de Dom João Braz de Aviz (foto), que reside no Vaticano.
 
Participarão das reuniões inclusive os purpurados com mais de 80 anos. Os encontros representam também uma ocasião para que os cardeais se conheçam pessoalmente. A data para o início do Conclave será definida nas congregações gerais. O órgão de governo da Igreja para esta fase é a Câmara Apostólica, que tem a função de “custodiar” os bens (espirituais e materiais) da Igreja. Durante a Sé Vacante, deixam seus cargos o secretário de Estado, os prefeitos das Congregações, os presidentes dos Pontifícios Conselho e os membros de todos os dicastérios curiais. 
 
Os únicos que permanecem em seu cargo são o penitenciário-mor (o cardeal português Manuel Monteiro de Castro), o vigário para a Diocese de Roma (cardeal Agostino Vallini), o arcipreste da Basílica de São Pedro (cardeal Angelo Comastri) e o esmoleiro (monsenhor Guido Pozzo). Permanecem ainda no cargo o camerlengo (atualmente é o cardeal Tarcisio Bertone), o substituto da Secretaria de Estado (monsenhor Angelo Giovanni Becciu), o secretário das Relações com os Estados (Dom Dominique Mamberti) e os secretários dos Dicastérios vaticanos. Também ficam confirmados no cargo os núncios e os delegados apostólicos. 
 
Com a renúncia de Bento XVI, a Igreja pela décima vez inicia o período de sé vacante por causas diversas que não a morte de um Pontífice. Além disso, a tradição será respeitada: além dos selos, haverá moedas para a Sé Vacante: a emissão de uma moeda de dois euros e uma moeda de prata de cinco euros. A cunhagem é feita com o símbolo do cardeal camerlengo.