Missão em Angola

Professores da Unisinos participam de projeto para revitalizar sistema postal de Angola

Dieter Goldmayer e Luis Henrique Rodrigues – que viajam neste final de semana – e Maria Isabel Morandi e Luis Felipe Camargo, do GMAP

Procure imaginar sua vida hoje sem os serviços postais, avance um pouco e pense o quanto nossa vida depende do recebimento e envio de objetos (boletos, encomendas, informativos) físicos. Enfim, pode-se supor o quanto algo que nos parece básico pode ser extremamente importante.

A descolonização e independência foram conquistas que custaram uma desestruturação muito grande dos serviços básicos de Angola. Ao final da sequência das guerras que assolaram o país africano, foram contabilizadas 500 mil mortes. Um dos sistemas mais abalados pelos conflitos da Independência e Civil foi o de correios. Conscientes da importância dos serviços postais, o país, junto com a União Postal Universal (UPU), criou um plano diretor de desenvolvimento postal, que deveria reestabelecer a normalidade do sistema de correspondências entre 2004 e 2012.

Devido à falta de infraestrutura de transporte, telecomunicações, educação, sistema financeiro, entre outros, fez com que o plano não tivesse sucesso a curto e médio prazo. A atualização do Plano Diretor é fundamental para que o país, rico em recursos naturais como petróleo, ouro e diamantes, possa se desenvolver em todos os aspectos. “Uma sistema postal bem estruturado é determinante para o crescimento de qualquer nação, pois envolve muito mais do que o envio e recebimento de cartas, provendo a logística de recursos sociais fundamentais como remédios, mercadorias e até mesmo salário de empregados públicos por meio dos bancos postais, inexistentes hoje em Angola”, explica Luis Henrique Rodrigues, coordenador do Grupo de Pesquisa em Modelagem para Aprendizagem da Unisinos (GMAP | UNISINOS). É a comunicação entre os cidadãos do país que forma sua identidade e constitui a cultura de um povo.

Em um movimento internacional inédito para a universidade, o GMAP embarcou em novembro para o continente Africano. Nessa primeira fase do projeto, será realizado o diagnóstico inicial para um processo completo de revitalização do Plano Diretor de Desenvolvimento dos Serviços Postais de Angola e a formação de profissionais para a Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola (ENCTA). O projeto será realizado pelo Grupo e por uma equipe de profissionais com experiência nos Correios, em um contrato de cerca de 1 milhão de reais. Esse contrato foi firmado entre a Fundação Universitária para o Desenvolvimento do Ensino e da Pesquisa (FUNDEPE) e a Empresa ProHuman de capital Angolano.

Fonte: Unisinos