Instituto Gênesis da PUC Rio comemora 15 anos

Programação da festa inclui até bloco de carnaval na Lapa

 

fotoO Instituto Gênesis da PUC-Rio completa 15 anos este mês. Para comemorar, uma festa foi programada para esta terça-feira, dia 11, no Teatro Odisséia, na Lapa, com direito a bloco de carnaval, o Empolga às Nove. O PUC URGENTE conversou com o Coordenador do Instituto Gênesis, o professor José Roberto Aranha (foto), sobre as conquistas do Gênesis nos últimos anos, as expectativas para o futuro e os detalhes da confraternização.
 
P: O que simboliza esses 15 anos para o Instituto Gênesis?
 
José Roberto Aranha: Digo que a comemoração é uma festa de debutante. Assim como as pessoas comemoram os 15 anos, essa data representa uma mudança para a gente. É um marco. A partir de agora temos que nos questionar a respeito do nosso legado, que resultado efetivo tivemos. Mas não queremos perder a essência do que somos. Queremos continuar sendo criativos. Durante esses 15 anos, tivemos um sucesso enorme e muita gente vem ao Instituto perguntar como conseguimos. Por isso, a chamada do nosso convite é “Quer conhecer o sucesso do Gênesis? Então venha à festa, conviva com quem tem o nosso jeito de ser”.
 
Para quem não conhece muito bem o Instituto Gênesis, como você o resumiria?
 
Aranha: Eu diria que o Instituto, na realidade, é um preparador de empreendedores, empreendimentos e de ambientes de inovação. Ele está sempre olhando o desenvolvimento local, e preocupado com o desenvolvimento de uma região. O trabalho que a gente desenvolve é chamado de cultura empreendedora, pensamos sobre mudança de atitudes, tentando visualizar como as pessoas podem fazer para trabalhar mais em equipe. Trabalhamos com uma tecnologia desenvolvida na Finlândia, chamada Tim Acadamy. O que a gente está começando a pensar é como podemos inovar no processo de mudança de atitudes de alunos, para que eles pensem como podem trabalhar juntos e como podem promover mudanças. Queremos gente que modifique, gente ativa na sociedade e não passiva. Pessoas que não se conformem com o que está acontecendo e que queiram fazer algo para mudar.
 
Qual foi a inspiração para criar o Instituto Gênesis?
 
Aranha: Eu estava trabalhando em um escritório da PUC que fazia a integração da Universidade com a empresa. Visitava muitas empresas para ver como elas podiam fazer inovação e competir internacionalmente. A minha frustração era muito grande ao perceber que muitos empresários brasileiros, que geriam empresas familiares, não tinham condições de fazer inovações porque não estavam acostumados à mudança. Foi uma sorte grande eu lançar um programa, na área de supermercados, para ajudar os mercados brasileiros a se lançarem competitivamente. Eu acreditava que não adiantava continuar pensando na integração Universidade-empresa se o DNA do empresário não era empreendedor. O Instituto Gênesis nasceu para isso, para injetar esse vírus empreendedor nos alunos desde cedo.
 
Que metas foram alcançadas nesses 15 anos?
 
Aranha: O maior desafio atravessado foi mostrar à Universidade a importância do empreendedorismo. Conseguimos pensar também que o empreendedorismo pode ser social. O empreendedorismo no Brasil se espalhou. Era um movimento ligado às tecnologias e depois os conceitos começaram a ser implementados no campo cultural e social. Hoje, o mundo todo fala em economia criativa, empreendimentos criativos, mas, em 1992, o Brasil já se destacava. Continuamos sendo ponta no que chamamos de tecnologia social. Existem pessoas como o Rodrigo Badiu, por exemplo, que são exemplos mundiais em empreendedorismo social. Isso nasceu no Brasil, mas transcende o país.
 
Sobre a Empresa Júnior e as outras áreas do Instituto, como elas são separadas?
 
Aranha: A Júnior é um projeto de estudantes, não nosso. Só coordenamos, damos um apoio conversando com eles. Quem gerencia são os próprios alunos e tem mais de 15 anos. Enquanto ainda estávamos pensando o Instituto Gênesis, um movimento de alunos já estava se formando. Os alunos me procuraram e começamos a fazer tudo junto.
 
Por que optaram por fazer a festa deste ano na Lapa?
 
Aranha: Todo ano, temos uma festa muito formal, quando entregamos os relatórios do Gênesis e fazemos a graduação das empresas. Este ano, também vamos ter a participação de pessoas que foram importantes para o Instituto de alguma forma. A gente escolheu fazer no Teatro Odisseia, na Lapa, porque queríamos uma comemoração diferente. É como se fosse uma festa de debutante para nós. Tem que ter um tom mais de festa e menos formal. Vamos ter até o bloco Empolga às Nove.
 
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O Instituto Gênesis da PUC-Rio celebra 15 anos com uma festa no Teatro Odisséia, na Av. Mem de Sá, nº 66, Lapa. A cerimônia de abertura será às 19 horas, seguida de apresentação dos resultados obtidos e a entrega de premiações. A festa será às 21h30. 
 
Programação: 19h – cerimônia de abertura; 19h15 – apresentação dos resultados de 2012; 19h30 – entrega das premiações; 20h – graduação de empresas; 20h30 – welcome drink; 21h30 – festa de 15 anos do Instituto Gênesis com bloco de carnaval Empolga às Nove.
 
Por: Fernanda Rezende/ Foto: Thaís Mandarino