Haitianas recebem incentivo para trabalho

Serviço Jesuíta comemora um ano de programa assistencial

 

 
Consideradas como as principais vítimas da exclusão no Haiti, além dos camponeses, estão as mulheres haitianas. O terremoto que atingiu o Haiti em 12 de janeiro de 2010 deixou, além de destruição, mulheres afetadas de uma maneira muito particular. Centenas de milhares delas, vendedoras ambulantes, trabalhadoras domésticas e as trabalhadoras em geral, estão neste momento descapitalizadas. 
 
De um dia para o outro foram obrigadas a refugiar-se nos campos, junto com seus filhos e enfrentam um grande desafio: inventar a sua própria subsistência para sustentar suas famílias. Sensível a esta difícil situação dessas mulheres, o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS), lançou um projeto que visa “melhorar a vida e a dignidade das mulheres deslocadas em Porto Príncipe, por meio de estratégias de auto-sustentabilidade promoção econômica e cultural com abordagem produtiva”.
 
“Um ano após o início do projeto em quatro campos em Port-au-Prince, 108 chefes de família têm sido treinados em micro-gestão do comércio e organizaram um grupo de cooperativas econômicas, antes de receber cada microcrédito pelo JRS. A experiência foi muito gratificante para eles. Este projeto é apenas uma pequena amostra do caminho de esperança que as mulheres haitianas estão fazendo após o terremoto”, afirmou uma fonte ligada ao programa.