Grupo de alunos da Unisinos passará 90 dias na Antártica para pesquisas do INCT

Estudantes participam de projeto sobre pesquisa de aves no continente

 

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Um grupo formado por estudantes e pesquisadores da Unisinos e da  USP (Universidade de São Paulo) participa do projeto de aves do INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártica de Pesquisas Ambientais), coordenado pela professora Maria Virginia Petry. Gabriel Vieira Vier, Júlia Victória Finger, Roberta da Cruz Piuco, Aparecida Brusamarelo Basler (Unisinos) e Marina Seixas (USP) já estão no continente gelado. A bordo do navio polar Almirante Maximiliano, passaram pelo Porto de Ushuaia, na Argentina, e já deram início as suas atividades, entre elas censo de identificação e observação da distribuição de aves marinhas, como albatrozes e petréis, e registro de fatores bióticos e abióticos.
 
A equipe foi preparada para uma permanência de 90 dias no local. Durante esse período, os participantes ficarão isolados, sem contato via internet ou telefone, com apenas um rádio de longa distância para se comunicarem. O refúgio onde estão hospedados chama-se Emílio Goeldi e é ativado somente durante o verão devido a interferências climáticas no inverno. O acampamento abriga seis pessoas e possui um quarto e uma cozinha. Também são montadas barracas para uso como laboratório e banheiro. O lançamento de carga e mantimentos é realizado com o auxílio de navio e helicóptero.
 
O chamado Stinker Point da Ilha Elfante, onde estão no momento, é uma região considerada muito importante para o estudo das aves. Registros indicam que cerca de 14 espécies diferentes se reproduzem no local. A Unisinos iniciou a pesquisa na área em 1986, com um banco de informações biológicas de referência que é utilizado para o desenvolvimento de Trabalhos de Conclusão do Curso, dissertações e teses de graduação e pós em Biologia.
 
As atividades lá incluem censos e monitoramentos das populações reprodutivas de aves marinhas, como pinguins e petréis, estudos de demografia, ecologia comportamental e ecologia alimentar. Além disso, são desenvolvidas pesquisas para responder questões mais pontuais, como interferência de mudanças climáticas, viagens de forrageio e rotas migratórias.
 
Em janeiro de 2013, uma nova equipe substituirá o grupo nas atividades.
 
Fonte: Unisinos