CEAS desenvolve projeto para conservação da Bacia do Cobre

Maior fragmento de mata atlântica no Brasil sofre com o descaso e o desenfreado crescimento urbano no entorno da área

 

foto
 
O CEAS (Centro de Estudos e Ação Social) da Companhia de Jesus, que atua na Bahia, implantou o projeto “Semente Urbana: Uma proposta de conservação e produção de alimentos na área do Entorno da Bacia do Cobre”, que será desenvolvido em parceria com a SEMA (Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia). O objetivo da ação é promover ações que visem a recuperação e conservação da área do entorno da Bacia do Cobre, nas proximidades do bairro Colinas de Periperi III e ainda alternativas produtivas com base na agroecologia que favoreçam a segurança alimentar e nutricional das famílias residentes no local. A proposta foi aprovada pela SEMA e foi encaminhada através de um edital público.
 
O CEAS, que atua no bairro de Colinas de Periperi III, junto aos moradores do Quilombo Paraíso, ocupação do Movimento dos Sem Teto da Bahia e aos moradores de Colinas III, área específica de pressão em uma das bordas da Bacia do Cobre, percebeu a urgência e importância de implementar um projeto que vise estabelecer um novo paradigma nas relações urbanas ali presentes. Através de uma metodologia participativa, o CEAS pretende favorecer a diminuição da dicotomia entre meio ambiente e meio urbano, promovendo ações que estabeleçam uma sintonia na inter-relação entre ambos.
 
“A importância em realizar o Projeto Sementes Urbanas esta na possibilidade de unir e articular ações que promovam a efetivação do direito a moradia e sentimento comunitário de pertença a um local, com as questões ambientais e de segurança alimentar”, explica Mauricio, assessor do CEAS.
 
A Bacia do Cobre 
Está situada no subúrbio ferroviário de Salvador. Mesmo com sua borda já ocupada e que exerce pressão sob a Área de Proteção Ambiental (APA), ainda é hoje o maior fragmento de mata atlântica nativa do Brasil, com enorme potencial hídrico, importante reserva de água potável, biodiversidade, além de ser uma área de relevância cultural para capital baiana. 
 
A pressão que vem sofrendo a APA da Bacia do Cobre tem influência direta do crescimento urbano, exercida principalmente em função da falta de políticas públicas inclusivas e regulares, pelo crescimento do número de moradias, pela falta de infraestrutura urbana, saneamento básico, coleta de lixo, desemprego e baixa renda, falta de educação básica, saúde e lazer da população do entorno.
 
Será então nesta realidade que o CEAS desenvolverá suas ações junto ao MSTB, Associações de Moradores, Escolas Públicas, Conselho da APA da Bacia do Cobre, Hospital do Subúrbio, tendo então a parceria e apoio da SEMA.